20/01/12

.: QUADRINHOS .: O novo logo da DC Comics...


...e é isso. Não preciso dizer mais nada. Acho que, como disse o camarada Fábio Yabu, os caras da Marvel devem estar rindo à toa.

...ou melhor, não sei não. Porque, se como a boataria vem informando nos bastidores, o tal retorno da Fênix + o crossover entre os Vingadores e os X-Men significarem de fato que a Casa das Idéias também vai sofrer o seu reboot (sim, sim, esta hipótese vem sendo fortemente ventilada), a coisa vai ficar feia. E aí são os caras da DC que vão dar muita risada.

...ou não. Porque, afinal de contas, se o reboot da DC foi um sucesso de vendas, por que seria diferente com o da Marvel? Quem riria por último?

...eu sei lá. Só o que sei é que EU não riria. Nem um pouco. Damn.

17/01/12

.: MÚSICA .: Review CD .: Lulu (Lou Reed & Metallica)

É mais do que preciso deixar um par de coisas bem claras à qualquer um que ouse se aventurar na audição de “Lulu”, o projeto conjunto dos caras do Metallica ao lado do veterano roqueiro Lou Reed. A primeira delas: “Lulu” não é o novo disco do Metallica. Nem sequer arrisque tentar encaixá-lo na discografia do quarteto. “Lulu” é um disco no qual o Metallica faz uma participação como banda convidada. Portanto, não espere ouvir nada próximo de “Master of Puppets” ou “...And Justice For All”. Que isso fique claro, claríssimo, como água. “Lulu” não é um disco de heavy metal, mas sim um disco conceitual que usa do peso do metal para amplificar as emoções de uma história. E existe uma diferença do tamanho de um abismo morando aí, já que o objetivo aqui não é bater cabeça. Um grande amigo definiu bem, aliás: “Lulu” é muito mais um álbum de Lou Reed do que do Metallica. Por isso, inclusive, o nome dele vem na frente em toda a divulgação. Dito isto, caso o ouvinte ainda queira de verdade mergulhar nos mais de 87 minutos da bolacha, é provável que ele adentre em uma experiência experimental das mais estranhas e curiosas. Com direito a bons e maus momentos.

Nota: 6,5

A primeira intenção de colaboração entre Hetfield e cia. e o ex-vocalista do Velvet Underground rolou quando eles se encontraram nos bastidores do show de 25 anos do Rock and Roll Hall of Fame, nos idos de 2009. Somente em 2011 é que a coisa deslanchou, quando Reed apresentou ao Metallica uma compilação de canções produzidas para servir de trilha-sonora para uma peça de teatro chamada “Lulu”, reunindo duas peças originalmente escritas pelo dramaturgo alemão Frank Wedekind (morto em 1918 e considerado um dos pais da estética do expressionismo, bastante difundida no cinema germânico). Juntas, as peças “Erdgeist” (Earth Spirit, 1895) e “Die Büchse der Pandora” (Pandora's Box, 1904) contam a história de uma jovem e provocante dançarina que ascende na sociedade alemã por meio de seus relacionamentos com homens ricos e poderosos, mas depois acaba desabando em um submundo de pobreza e prostituição.

Se os bangers que apedrejaram “Lulu” com todas as forças tivessem minimamente se dado ao trabalho de pesquisar sobre este tal de Lou Reed, talvez nem tivessem se dado ao trabalho de ouvir “Lulu”. Afinal, fosse à frente do Velvet Underground ou mesmo em sua carreira-solo (o lendário “Transformer”, de 1972, está aí para não me deixar mentir), o músico e compositor jamais se preocupou em fazer música dentro dos padrões estabelecidos, com um refrão fácil para cantar diante de uma multidão de cabeludos com os braços erguidos. E isso fica muito claro no decorrer das 10 faixas de “Lulu”. Trata-se de uma audição difícil, ousada, sem fórmulas. As músicas são estranhas, quebradas, entrecortadas, com intervalos de tempo que não fazem muito sentido. Mesmo assim, é impossível dizer que “The View”, acertadamente escolhida para ser o primeiro single, não funcione. Ficou para mim, aliás, como uma das grandes músicas do ano. Em todas as vezes nas quais as composições aproveitam mais a dicotomia entre os vocais falados de Reed e os gritos rasgados de Hetfield, aliás, “Lulu” parece dar um passo adiante. É o caso de “Iced Honey” ou “Cheat on Me”, por exemplo.

“Lulu” é um bom disco, pelo menos para quem estiver disposto a ouvi-lo com a cabeça aberta. Isso não quer dizer, no entanto, que seja perfeito. Na verdade, a nota 6,5 está no topo deste texto por um motivo muito claro. No meio de tamanho experimentalismo, por vezes Reed acaba se perdendo, e vem daí sua fraqueza. Sua forma de cantar quase como que declamando um poema de maneira mal-humorada, como uma espécie de versão sombria de Bob Dylan, funciona à princípio, mas acaba se provando monocórdica e cansativa em dados momentos – em “Dragon”, por exemplo, o que deveria ser uma interpretação sufocante torna-se um momento que nunca chega ao fim, quase insuportável de agüentar. O mesmo pode se dizer da duração das faixas – nem todas precisariam, de fato, ser tão imensas, porque próximo dos minutos finais, elas passam a soar repetitivas e sem sabor. Apesar da letra intensa e dramática, “Junior Dad” perde metade de seu poder porque se prolonga além do que deveria, além do que seria necessário para reforçar o impacto inicial.


No frigir dos ovos, creio que “Lulu” era um disco que o Metallica precisava ter feito, sabe? Talvez menos pelo resultado final e mais pelo processo como um todo. É o tipo de provocação artística que mexe com a cabeça do camarada, que o tira da acomodação do lugar-comum, que o ajuda na evolução de vindouros projetos, que o chacoalha e o faz pensar fora da caixinha – com o perdão da expressão-chavão dos meios empresariais. Quem sabe ter passado por “Lulu” não ajude o sucessor de “Death Magnetic” a se tornar mais do que estava predestinado a ser, aquela obra-prima que os fãs tanto cobram de suas bandas favoritas? Só o futuro dirá.

Line-up
Lou Reed – Vocais
James Hetfield – Vocais/Guitarra
Kirk Hammett – Guitarra
Robert Trujillo – Baixo
Lars Ulrich – Bateria

Tracklist
1. Brandenburg Gate
2. The View
3. Pumping Blood
4. Mistress Dread
5. Iced Honey
6. Cheat on Me
7. Frustration
8. Little Dog
9. Dragon
10. Junior Dad

16/01/12

.: GAMES .: TNT exibe festa do VIDEO GAME AWARDS

A fórmula é a mesma: celebridades de todas as etnias desfilam seus brilhantes figurinos pelo tapete vermelho. A grande diferença é que, nesta cerimônia, os premiados não são de carne e osso – mas sim feitos de pixels. Em janeiro, a TNT exibe a festa que celebra os principais nomes da indústria dos jogos eletrônicos, que pouco a pouco vão devorando a outrora generosa fatia de Hollywood no showbiz. Trata-se do VIDEO GAME AWARDS®, que vai ao ar na madrugada do sábado, dia 21 de janeiro, para o domingo, dia 22, à 0h15*.

Liderando a lista com 12 indicações está PORTAL 2, jogo futurista de plataforma que vem seguido de perto por BATMAN: ARKHAM CITY, nova aventura do Homem-Morcego, e por UNCHARTED 3: DRAKE’S DECEPTION, terceiro capítulo da saga do aventureiro Nathan Drake. Pela primeira vez em seus nove anos de existência, o VIDEO GAME AWARDS® vai homenagear as mais inovadoras franquias dos videogames com o prêmio “Video Game Hall of Fame Award”. A homenageada deste ano será a série de games de fantasia THE LEGEND OF ZELDA. Os fãs poderão conferir ainda previews de alguns dos jogos mais aguardados de 2012, incluindo a nova obra do designer japonês Hideo Kojima, METAL GEAR SOLID: RISING, e títulos como TRANSFORMERS: FALL OF CYBERTRON e BIOSHOCK INFINITE.

O VIDEO GAME AWARDS® será legendado e exibido na madrugada do sábado, dia 21 de janeiro, para o domingo, dia 22, à 0h15* – com reapresentação no domingo, dia 22, às 17h40*.

*Horário de Brasília. Programação sujeita a alterações sem aviso prévio

14/01/12

.: LISTAS .: Os melhores e os piores filmes de 2011, por Quentin Tarantino

MELHORES FILMES
1. Meia-Noite em Paris
2. Planeta dos Macacos: A Origem
3. Moneyball
4. A Pele que Habito
5. X-Men: Primeira Classe
6. Jovem Adulta
7. Attack The Block
8. Red State
9. Warrior
10. The Artist / Our Idiot Brother (empatados)
11. Os Três Mosqueteiros

PIORES FILMES (sem ranking)
Sucker Punch
Potiche
Miral
Insidious
Rampart
Straw Dogs
Atividade Paranormal 3
Meek`s Cutoff

13/01/12

.: VÍDEO DA SEMANA .: O primeiro clipe do Unisonic

Este é o primeiro videoclipe de "Unisonic", música que carrega o mesmo nome da banda e também de seu disco de estreia, previsto para abril. E sim, seus olhos não estão te enganando. Depois de décadas fazendo participações especiais aos montes em discos de heavy metal, finalmente Michael Kiske voltou a ser vocalista de sua própria incursão metálica. E sabe quem é o guitarrista tocando ao lado dele? Ninguém menos do que Kai Hansen, seu ex-companheiro da época do Helloween.

Sim, este é aquele momento no qual você pode deixar uma lágrima cair - vai ser totalmente compreensível.



Além de Kiske e Hansen (que garante que não vai sair do Gamma Ray, sua bem-sucedida banda pós-Helloween), estão no grupo Mandy Meyer (ex-Asia, Krokus e Gotthard), Dennis Ward (Pink Cream 69) e Kosta Zafiriou (Pink Cream 69). Vale lembrar ainda que Ward e Zafiriou estiveram ao lado de Kiske no fantástico projeto Place Vendome. Ou seja: no setlist dos caras, teremos canções do Unisonic, do Helloween e do Place Vendome. Quer mais alguma coisa? Talvez uma massagem nas costas?

Symfonia? Mas o que diabos seria isso mesmo? =)

.: CINEMA .: 50 anos de James Bond. E uma coleção completa em Blu-Ray. Precisa mais?

Em comemoração ao  monumental aniversário de 50 anos de James Bond, a Metro-Goldwyn-Mayer Studios e a Twentieth Century Fox Home Entertainment revelaram esta semana o BOND 50, uma coleção com todos os 22 filmes de James Bond pela primeira vez em uma oferta completa no formato Blu-Ray. Pertencente à franquia de filmes mais longa de todos os tempos, a coleção BOND 50 marca a estreia de nove filmes de James Bond não disponíveis anteriormente em Blu-Ray de alta definição. Os fãs de todo o mundo podem adquirir o produto por meio da pré-venda nas lojas online. No Brasil, a pré-venda se inicia em 12 de janeiro.

Aclamados diretores dos filmes do agente secreto com permissão para matar, como John Glen (cinco filmes de 007, incluindo "Somente Para Seus Olhos", "Contra Octopussy", "Na Mira dos Assassinos" e "Marcado Para a Morte"), Martin Campbell ("Contra GoldenEye", "Cassino Royale") e Michael Apted ("O Mundo Não é o Bastante"), além de convidados especiais como Olga Kurylenko ("Quantum of Solace") e Caterina Murino ("Cassino Royale") fizeram o anúncio do lançamento durante um painel de discussões entre Diretores, no estande da Panasonic no encontro anual da feira Consumer Electronics Show (CES).

BOND 50 mostra ordenadamente 50 anos de Bond acondicionados em uma elegante coleção que caracteriza os seis atores ícones do personagem. Produzido com a mais alta qualidade de imagem e apresentação de áudio, a coleção inclui todos os 22 filmes de James Bond, desde "Contra o Satânico Dr. No" até "Quantum of Solace" e mais de 130 horas de bônus incluindo conteúdos novos e exclusivos.

Quem você vai ter que matar para ganhar isso de presente?

.: FRASE DA SEMANA .: Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters

Sobre o (ótimo) álbum da cantora britânica Adele:

"É um disco incrível e todo mundo ficou espantado com este fenômeno. Eu não fiquei. Sabe por que vendeu tanto? Porque é bom para caralho e é de verdade. Agora imagine se todos os álbuns fossem bons como ele. Você acha que apenas UM ia vender tanto? Claro que não! Todos iam vender. Se todos os discos fossem bons, a indústria musical estaria bombando. Mas não está"

E não é que o homem está mais do que certo? =)

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Ah, em tempo, uma notícia excelente, relacionada ao Grohl. Depois de lançar um disco fantástico em seu projeto paralelo Probot, no qual gravou ao lado de todos os seus grandes heróis, como bom fã de heavy metal que é, parece que o camarada está preparando mais uma. O frontman do Foo Fighters andou gravando umas faixas ao lado de Stephen Pearcy e Warren DeMartini, respectivamente vocalista e guitarrista da lendária banda de hard rock Ratt. O que vai sair daí? Ninguém quis falar nada a respeito. Esperemos.

.: QUADRINHOS .: Finalmente vai acontecer o encontro do século!

Tantas vezes prometido e tantas vezes adiado, parece que agora vai. A editora de quadrinhos Dark Horse anunciou para o mês de abril o lançamento da minissérie em quatro partes GROO VS. CONAN.

(pausa para você levantar o seu queixo)

É isso mesmo, caro leitor. Finalmente o bárbaro ignóbil vai se encontrar pessoalmente com o bárbaro hiboriano, o guerreiro que inspirou a sua criação. O argumento, é claro, é de Mark Evanier, eterno escritor das aventuras de Groo. Mas o mais engraçado é que a arte será dividida: enquanto Sergio Aragonés faz os traços do personagem-paródia de Conan, Thomas Yeates será responsável por dar vida ao cimério indomável.

Diz a sinopse oficial: "Será que Conan vai aniquilar Groo? Ou seria Groo o homem que pode derrotar Conan? Veremos".

Até o momento, eis o gibi mais aguardado do ano.

03/01/12

.: MÚSICA .: Rodolfo e os Raimundos, os Raimundos e o Rodolfo

Me lembro de quando entrevistei o Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos. Foi pouco depois de sua saída da banda, recém-convertido à religião evangélica, quando ele dava os primeiros passos com o (agora extinto) grupo batizado de Rodox. Já faz dez anos que isso aconteceu. Uma década, pense só, parece que foi ontem. E o discurso do cara permanece o mesmo - assim como permanece o mesmo o papo furado de uma parcela de fãs frustrados que se inflamam toda vez que o vêem exaltando em público o seu amor por Jesus, praticamente exigindo que ele retome o seu posto comandando os microfones da antiga trupe, ao lado de Digão e Canisso. Nas últimas semanas, bastou o Multishow mostrar o episódio do programa "Rock Estrada" estrelado pelo músico para as redes sociais se encherem de gente ditando o que Rodolfo tem ou não que fazer da sua vida daqui pra frente.



Olha só: não sou evangélico. Aliás, eu diria que estou mais próximo do ateísmo do que de qualquer religião, para ser BEM sincero. Por enquanto, digo que acredito no poder dos espíritos da natureza, uma coisa meio celta, meio druida, sabe? Bom, enfim, isso não vem ao caso. O fato é que, quando estava com os Raimundos, o Rodolfo vivia mergulhado em altíssimas quantidades de bebidas e drogas, para todos os gostos e bolsos, desenfreado e sem perspectivas, seguindo um estilo de vida que, a não ser que você seja Ozzy Osbourne ou Keith Richards, vai acabar mal, muito mal. Até que ele se cansou. Viu que aquilo não era para ele. E encontrou Jesus. De seu jeito muito particular. Concorde eu (ou você) com isso ou não.

Não interessa para ele o que diabos você acha da religião evangélica, se você considera os pastores picaretas e manipuladores, se acha que os textos que ele segue são cheios de furos e contradições, se você é partidário de que Jesus nunca existiu. Esqueça. Esta é a realidade dele agora. E o camarada está feliz. De fato. Sem se importar com o que foi ou com o que poderia ter sido.

Há quem fique indignado com o fato de que ele parece não entender que, se voltar para os Raimundos, "a mídia vai se colocar aos pés da banda, vai ser um retorno mais do que aguardado, eles vão tocar para milhares de pessoas, fazer turnês intermináveis, ganhar um caminhão de dinheiro, vender centenas de milhares de discos, dar toneladas de entrevistas, comer todas as mulheres do mundo". Em resumo: ele vai voltar a ser um rock star. Yeah! O fato, meu caro, é que Rodolfo Abrantes não quer mais isso. Ele não quer mais ser um rock star. Ele quer ser apenas o Rodolfo Abrantes. Se ele está na TV, é a chance de mostrar um pouco mais do que ele considera uma missão de evangelização. E, para ele, isso é suficiente. Mais do que CDs, DVDs ao vivo, festivais nacionais ou internacionais.

Ele está bem consigo mesmo. Ele mudou. Encontrou a paz. A paz dele, apenas e tão somente dele. Isso ficou evidente quando o entrevistei e continue claro como água agora, uma década depois. Ele mudou. Encontrou o seu caminho para ser feliz. Se eu adoraria que ele tivesse continuado com os Raimundos? Claro que sim. Amaria. Sempre fui fã da sonoridade da banda e da postura dele como frontman - que, infelizmente, o Digão não consegue reproduzir porque simplesmente não é a sua praia. Mas não sou eu quem toma as decisões pelo Rodolfo. E nem você. Ele encontrou sua forma de ser feliz. E esta é uma forma que não passa necessariamente porque ter que fazer VOCÊ feliz, querido fã pentelho. Conforme-se com isso.

O Rodolfo seguiu em frente. Os Raimundos seguiram em frente. Por que raios só você não consegue? Get a life.

.: TELEVISÃO .: O Incrível Mundo de Gumball.


Sei que existe toda uma leva de saudosistas que ainda sente falta daquele primeiro lote de produções originais do Cartoon Network, lá da década de 1990, como "O Laboratório de Dexter", "Johnny Bravo", "A Vaca e o Frango", "Du, Dudu e Edu" e o favorito da Srta. Francine "Ni" Guilen, "Sheep na Cidade Grande". Eu também gostava deles, admito, e também adoraria que um sujeitinho como Dexter tivesse tido vida ainda mais longa nas telinhas.

Mas quem tem mantido os olhos abertos à nova leva de comédias originais do canal não deve se arrepender com o que tem sido apresentado. Depois de produções deliciosamente non-sense como as recentes "Chowder" e "As Trapalhadas de Flapjack", que reúnem o humor pastelão do DNA Hanna Barbera com um frescor de inteligência que não subestima o gênio dos pequeninos e ainda leva os papais e mamães às gargalhadas, pude conferir outra produção da qual virei fã imediato: O INCRÍVEL MUNDO DE GUMBALL.

Trata-se da primeira série do canal totalmente produzida no Reino Unido, dentro do estúdio europeu de desenvolvimento mantido por eles, com uma combinação de animação tradicional em 2D, animação computadorizada em 3D e alguns elementos em live-action.

O INCRÍVEL MUNDO DE GUMBALL conta a história dos Watterson, uma família extraordinária que veio morar em uma cidadezinha aparentemente comum. O pai da família é um coelho cor de rosa de 1,90cm de altura chamado Ricardo, que fica em casa enquanto a mãe, a hiperativa felina Nicole, trabalha em uma fábrica de arco-íris. Seus filhos são bem comuns também: Gumball, um gato azul com uma cabeça gigante, e Anaís, uma coelhinha inteligente de quatro anos que, apesar da tenra idade, toma conta da família enquanto a mãe está fora. Também faz parte do núcleo o peixe dourado de nome Darwin, que vira praticamente um irmão para Gumball (além de colega de classe na escola) quando pernas nascem em seu corpo. Gumball passa pelos problemas típicos de um pré-adolescente de 12 anos, como ser perseguido por um descontrolado T-Rex na escola, ter sua identidade roubada por um robô e se vestir de maneira constrangedora para impressionar a garota de seus sonhos. Nada mais comum para uma típica família suburbana.

Toda quarta-feira, às 17h30. O Observatório Nerd recomenda.

.: GAMES .: Quer emagrecer? Pois jogue "Rock Band"!


Marc Rodwell, de 23 anos, morador da cidade inglesa de Hamilton, pesava seus 220 quilos. Comia o suficiente para alimentar duas pessoas e tomava quatro litros de refrigerante por dia (caraca!). Até que seus médicos lhe deram um ultimato: continue assim e vais bater as botas logo, logo. Em resumo, "be quick or be dead". Então, ele agiu: além de fechar a boca, começou a se exercitar...jogando "Rock Band". O resultado? Perdeu exatos 100 quilos. A notícia é do jornal inglês "Daily Mail".

"No 'Rock Band' você realmente malha, principalmente ao tocar bateria", afirmou Marc. "Eu toco todos os instrumentos, mas foi a bateria que ajudou a reduzir o meu peso". Claro, o sujeito fez alguns exercícios complementares, ele mesmo admite. Mas também afirma categoricamente que as horas (e as calorias) gastas com o jogo foram os principais responsáveis por sua nova forma.

Não foi informado em quanto tempo o sujeito perdeu tanto peso assim - mas repare na foto acima, que retrata o antes e o depois. E veja se não valeu a pena.

02/01/12

.: CINEMA .: Os filmes que mais quero ver em 2012

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA
Porque é o Homem-Aranha, é claro. E porque tudo que vi até agora me faz acreditar que vai funcionar. E como vai.



OS VINGADORES
O maior grupo de heróis da Marvel reunido em único filme? E com um nerd como Joss Whedon no comando? Não posso perder por nada neste mundo.



O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA
Meu livro favorito do Tolkien. Pelas mãos do Peter Jackson. Depois deste trailer, então, estou em contagem regressiva para dezembro.



ROCK OF AGES
Um musical sobre a cena do heavy rock farofa dos anos 80 em Los Angeles, com uma trilha embalada pelos medalhões do estilo? IMPERDÍVEL!



VALENTE
A Pixar desembarcando no terreno da fantasia medieval, com ares de Irlanda? Definitivamente, vai me fazer esquecer "Carros 2".



BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE
Achei o primeiro do Nolan só "bacana". Mas o segundo, com Heath Ledger no papel de Coringa, me virou de cabeça para baixo. Merece o voto de confiança.



G.I.JOE - RETALIATION
E daí? Adorei o primeiro. Pura diversão. Tenho certeza de que, mais uma vez, vai ser uma aventura para comer "Transformers" com farinha.



OS MERCENÁRIOS 2
Stallone. Willis. Van Damme. Schwarzenegger. Statham. Lundgren. Norris. Todos no mesmo filme. Mais de duas horas de testosterona garantida.



MOTOQUEIRO FANTASMA 2: O ESPÍRITO DA VINGANÇA
Eu até gostei do primeiro filme, sério. Mas este segundo, dirigido pelos mesmos cineastas de "Adrenalina", promete chutar traseiros de fato.



PROMETHEUS
Ridley Scott voltando à mitologia de "Alien". Como se não bastasse, vem este trailer. Não é preciso dizer mais nada.

01/01/12

.: FRASE DA SEMANA .: A mensagem de Ano Novo de Alan Moore

"Meu nome é Alan Moore e eu ganho a vida criando histórias sobre coisas que nunca existiram. Quanto às minhas crenças espirituais, elas remontam a um deus-serpente com cabeça humana do século II chamado Glycon, que foi revelada como sendo, na verdade, um boneco de ventríloquo, há quase dois mil anos. Encontrado em todo o Império Romano, Glycon foi a criação de um empresário conhecido como Alexander, o Falso Profeta, um nome terrível para se começar qualquer negócio. O boneco tinha corpo de uma jibóia de verdade, viva, e sua cabeça artificial tinha olhos grandes e um longo cabelo loiro. Glycon se parecia bastante, na verdade, com Paris Hilton, mas talvez mais adorável e com um corpo biologicamente mais verossímil. Visual à parte, meu interesse pelo deus-serpente é puramente simbólico. Na verdade, esse é um dos símbolos mais antigos da humanidade, que significa sabedoria, ou, de acordo com o etno-botânico Jeremy Narby, o próprio formato da espiral de DNA.

Mas eu também estou interessado em ter um deus que é assumidamente um boneco de ventríloquo. Afinal de contas, não é assim que usamos a maioria das novas divindades? Podemos ler nossos livros sagrados e escolher uma passagem ambígua específica e uma interpretação em detrimento de outra e podemos fazer nossos deuses justificarem assim qualquer desejo imediato. Podemos fazê-los dizer o que quisermos. A maior vantagem de endeusar um boneco de meia de verdade é que, se as coisas começarem a fugir do controle, ou parecerem injustas, você pode jogá-lo na gaveta. E ele não tem opção a não ser ir para a gaveta. Bom, em nome de Glycon e eu, tenham todos um Ano Novo muito feliz"